(SPOILER ALERT: não abram os links nem avancem para o fim do post antes de terminar de ler)
Não tinha lembranças de sua mãe, que morreu quando ainda era um bebê. O pai, mulherengo e fanfarrão, o abandonara aos seis anos de idade. Era a receita típica de um garoto-problema, mas aquele menino tímido, ao invés de esbravejar contra sua sorte, decidiu ocupar seu tempo com os estudos.
Aos nove anos de idade, já era fluente em inglês e francês. Partiu então para o alemão, o grego, o hebraico, o árabe, o latim e até mesmo o guarani! Comprou uma luneta e fez de seu sítio um pequeno observatório particular. Dedicou-se a fazer coleções. Mas não se conteve com selos ou moedas. Seu hobby era colecionar múmias, e, durante sua vida, acumulou três delas, em ótimo estado de conservação.
Era figura carimbada nos mais diversos fóruns virtuais, discutindo com professores do mundo inteiro. Viajou para participar das grandes feiras de tecnologia de ponta, onde foi beta tester das mais recentes inovações em telecomunicações e audiovisual.
Frequentou o circuito cultural indie e foi amigo pessoal de diversos escritores famosos. Como era rico, dedicou-se a financiar novos talentos da música , a conceder bolsas de iniciação científica , a investir em empreendimentos culturais e apoiar projetos ambientalistas.
Na juventude, nunca se deu bem com as mulheres, não era lá o tipo macho alfa. Acabou se casando por conveniência, mas nunca se atraiu pela esposa, que não fazia o seu tipo nerd. Um cavalheiro e nice guy por excelência, acabou apaixononando-se por uma amiga virtual, com aqual passava noites e noites discutindo ciência, artes e filosofia. Apesar de ambos serem casados, acabaram trazendo o seu romance para o offline…
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Ao morrer, deixou parte de sua biblioteca para a Sanfran, que até hoje o honra com um quadro imenso no Salão Nobre.
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Viva D. Pedro II, o imperador geek do Brasil!
22/04/2009 ás 001209 |
Obama o escambau. O Imperador foi o primeiro estadista geek da história.
27/04/2009 ás 200819 |
Ainda estou averiguando, com base na extensa doutrina e jurisprudência dos tempos imperiais, se a sua manifestação literária compõe ou não o suporte fáctico do crime de lesa-majestade. De qualquer maneira, prepare-se para a infalível incidência. No Chi Fu.
25/05/2009 ás 190726 |
[...] esqueçam as suas ao sairem de casa hoje!). Idealizado para ser publicado aqui, acabou indo pro Boteco Barroco, uma vez que não tinha acesso a este blog até outro dia. Agora que estou devidamente credenciado, [...]
08/09/2009 ás 221020 |
[...] Murilo de Carvalho. Recomendo a leitura agradabilíssima, sobre este que foi o maior (e mais geek) estadista brasileiro. O livro é rico em detalhes, colhidos nos muitos diários de D. Pedro e em [...]